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Última atualização em 01/03/2010  

  ESPAÇO DANÇA: 25 ANOS FAZENDO ARTE.            DESCULPE, O NOSSO SITE ESTÁ EM MANUTENÇÃO.



Kits SOS Bailarinas (quebra galho)
Kit Sapatilha ou Kit Coque
Informações: (11) 6978-3452


FESTIVAIS DE DANÇA:
Clique aqui para ver as informações de festivais.

PARA UM COQUE PERFEITO:

1. Desembarasse todo o cabelo.
2. Espalhe gel nas mãos e passe pelo cabelo(o necessário para não soltar nenhum fio).
3. Penteie o cabelo com pente fino e, com uma liga faça um rabo de cavalo bem puxado a 4 dedos da nuca.
4. Depois de preso, faça uma trança folgada ou só torça a rabo, para então enrolar o coque.
5. Aos poucos vá enrolando e prendendo o coque com grampos até chegar à ponta (esconda a ponta por dentro com um grampo).

Pronto! Seu coque está feito e... PERFEITO !


NA COMPRA DE SAPATILHAS (de pontas ou não)

Verifique se não estão muito apertadas (você pode tropeçar) ou folgadas demais (você vai balançar). Folgadas ou apertadas facilitam a queda e dificultam você dançar. Prove de meia-calça e fique de pé normalmente.
Elas devem estar justas como uma segunda pele e confortáveis para manter sua estabilidade. Além disso, precisam ter fitas (1,5cm de largura e 2,0m comprimento). E não esqueça o mais importante: devem permanecer sempre limpas.
As de pontas, além de fitas mais largas (2,3cm e 2,10 m comprimento), precisam de elásticos (2,0cm largura).Tudo sempre na cor das sapatilhas que por sua vez, devem ser num tom próximo à meia calça.


e mais DICAS

  • Bolhas nos dedos provocadas pelas pontas ? Tente ponteiras. As de silicone são melhores, porém caras. As de espuma ajudam e são bem mais baratas.

  • Cantos do dedão doendo ? Um pouquinho de algodão sob os cantinhos da unha resolvem.

  • Fitas incomodando o tornozelo ? Experimente emendar 2 dedos de elástico em cada uma das 4 partes de fita, bem no lugar que fica atrás do tornozelo. Adeus incômodo !

  • CRIANÇA E A DANÇA

    Habitualmente, as dúvidas referentes ao aprendizado da dança clássica vêm precedidas da palavra "quando": ..."Quando iniciar a criança nesta prática? - Mudar de nível? - Usar sapatos de pontas? Atingir a profissionalização?" As orientações variam, mas alguns esclarecimentos se fazem necessários.
    Inúmeras razões pesam na decisão de iniciar a criança no balé clássico: vontade da mãe, vocação precoce ou simples prazer de dançar. Independente dos motivos, deve ficar claro que o balé clássico tem suas razões e normas fundamentadas na evolução histórica da dança. Em alguns aspectos, mantém a tradição e noutros, comporta-se como um sistema vivo.
    A dança é uma forma de expressão, obedece critérios técnicos e pedagógicos, estimula o desenvolvimento da coordenação motora e o amadurecimento emocional.
    O aprendizado da dança é um processo lento, gradual e cumulativo. A aplicação dos seus critérios técnicos indispensáveis deve estar sincronizada com as condições biopsicológicas da criança também sob permanente transformação. Ela difere física e psicologicamente do adulto, e não é sua miniatura.
    Do ponto de vista físico, o processo inflamatório a que a criança está sujeita decorrente de práticas físicas, na essência, é idêntico ao do adulto. Mas ela se recupera com mais rapidez.
    Do ponto de vista psicológico, a criança também difere do adulto. A dança e a prática desportiva têm participação decisiva na sua socialização, no respeito às regras, no empenho para obter resultados positivos ("sucessos"), no desenvolvimento de sua capacidade para assimilar frustrações ("fracassos"), para conviver com as diferenças e outros benefícios. Solicitações exageradas de competição, pressão e ansiedade por parte dos pais projetadas numa criança, quando os "sucessos" obtidos apresentam-se abaixo dos esperados, provocam desgaste e conflito emocional na criança. Ela transfere esse sentimento desconfortável para a vida:..."se não sou bom nisso, não sirvo para nada". "Sucesso" e "fracasso" devem ser compreendidos com relatividade. A presença de ambos em excesso pode levar a criança a rejeitar ou abandonar a prática física seja por aversão, saturação, apatia ou indiferença.
    Observando estas orientações, o aprendizado da dança apresenta resultado eficiente quando a criança chega aos seis anos de idade. Nesta fase, ela adquire maior consciência corporal, distingue a parte direita da esquerda.
    Na qualidade de professora, preparo crianças com quatro anos completos para o aprendizado do balé clássico. No início, elas passam por um processo de adaptação durante dois anos. Nesta fase, são trabalhadas as práticas lúdicas, lateralidade, musicalidade, coordenação motora, socialização e o emocional. O objetivo é criar as condições para que os sistemas muscular e nervoso possam absorver a formação no balé clássico.
    Dificuldades como inversão de letras apresentadas por crianças que começam a alfabetização são facilmente superadas quando, paralelamente, preparam-se para o balé. Também é freqüente as meninas entre 5 e 7 anos apresentarem lordose (curva acentuada na região lombar). A colocação da bacia conforme a técnica clássica, após anos de treinamento, reeduca a postura quando a criança atinge a faixa dos 13 aos 16 anos, via compensação da musculatura, trabalhando a noção correta do equilíbrio.
    A formação clássica está estruturada em oito níveis, com duração de um ano cada, concluído o período de adaptação. A depender do empenho, assiduidade, condições físicas e emocionais de cada criança, ela pode precisar em média de um ano em cada estágio. Pode ainda ser mais rápida no aprendizado de um determinado nível e muitíssimo lenta noutros. Portanto, ela não deve se sentir obrigada a cumpri-la nestes exatos oito anos. O aprendizado não é medido pela quantidade nem dinâmica dos passos, mas pela qualidade dos movimentos adaptada a um corpo bem preparado para dançá-los.
    Objeto de desejo das meninas que estudam balé, o uso do sapato de pontas deve ser recomendado sob rigorosos critérios. A aluna deve apresentar uma musculatura bastante trabalhada, resistente e alongada, flexibilidade e estrutura óssea desenvolvida, geralmente atingida entre 10 e 12 anos de idade, após quatro anos consecutivos de estudos, a contar da conclusão da fase de adaptação. Fora destas condições, o trabalho com sapatos de pontas pode calcificar prematuramente os ossos e comprometer o ritmo de crescimento da criança, além de causar outros problemas como artroses, vulnerabilidade a entorses, etc.
    Passados os oito anos, não necessariamente estará pronto o (a) bailarino(a). O ponto de partida da profissionalização é alcançado quando um bailarino, além de atleta, é um artista. O bailarino é aquele que está preparado para organizar a técnica e os sentimentos de tal forma que, ao exprimir-se, faz o espectador acreditar que a emoção pertence ao corpo e o movimento, à alma. Como não é possível o público de corpo subir ao palco, reunindo talento e técnica, o bailarino tem a missão de conquistar seu coração e levá-lo para dentro de sua dança, através da emoção.
    Myriam Marques,
    Professora e Coreógrafa